3 passos para o diagnóstico de Discalculia

Atualizado: 28 de Jun de 2019



Crianças que sempre precisam contar nos dedos, têm dificuldade pra dizer o tempo ou não sabem identificar a diferença entre pequenas e grandes quantidades, podem estar sofrendo para lidar com os números. Essa dificuldade pode ser relacionada a diversos fatores, mas quando a dificuldade de aprendizagem afeta especificamente a capacidade aritmética da criança, é comum que estejamos diante de um caso de discalculia.


Neste texto vamos falar sobre como realizar o diagnóstico desse complexo distúrbio de aprendizagem, mas antes disso, vamos começar conversando um pouco sobre o que exatamente é a discalculia.


Classificada como uma perturbação específica na aprendizagem relacionada as habilidades matemáticas, o distúrbio se caracteriza por causar dificuldades nas competências aritméticas.


Se você notar esses sinais de dificuldade de aprendizagem numérica no seu aluno vale a pena fazer o acompanhamento e checar a possibilidade de que ele sofra com a discalculia.


Importância da testagem



A discalculia abrange uma ampla gama de dificuldades de matemática. Os sintomas também podem mudar conforme a criança fica mais velha e espera-se que pense em matemática de novas maneiras. Por isso, o diagnóstico de discalculia é complexo.

O ideal é que a criança seja testada por um psicopedagogo para descobrir se ela tem discalculia ou outra deficiência de aprendizagem de matemática, ou se apenas precisa de uma ajuda extra na matéria.


Etapas para o diagnóstico


Considerando que a discalculia não é uma condição de fácil diagnóstico, o processo envolve diferentes fatores que precisam ser considerados. Apresentamos neste texto três etapas para o diagnóstico em discalculia. Falaremos a seguir de cada uma delas.


Primeiro passo: Converse com os pais do aluno com dificuldades


Testes e diagnósticos precisarão ser realizados, mas, se você é professor, o primeiro passo é conversar com os pais do seu aluno. Nessa conversa inicial é interessante comparar as notas da criança com o modo como ela lida com números na escola e no dia-a-dia.


Segundo passo: Marque uma consulta


Depois da identificação de uma dificuldade, seja por parte do professor ou do pai do aluno, é importante marcar uma consulta com o psicólogo para avaliação. Durante o primeiro contato, o profissional usualmente fará uma entrevista focando em todas dificuldades, dúvidas e sintomas experienciados pelo aluno.


Terceiro passo: Faça diferentes testes


Uma avaliação completa pode mostrar quais as áreas exatas em que a criança está tendo problemas. Os avaliadores analisam a habilidade da criança em realizar cálculos básicos, relembrar fatos matemáticos e o quão rápido elas podem resolver problemas. Cada teste para discalculia analisa diferentes habilidades, por isso, é interessante que o aluno faça diferentes testagens.


Testes específicos podem avaliar:


· Habilidades de computação: Esse teste mede capacidade da criança de realizar operações matemáticas com eficiência e precisão. Essa testagem é importante porque essas são as habilidades que permitem que as crianças façam cálculos matemáticos corretos. Elas estão envolvidas em todas as operações matemáticas, da adição à trigonometria.


· Fluência Matemática: Ter em mente dados básicos de matemática libera as crianças para que elas possam gastar mais energia aprendendo novos conceitos e desenvolvendo novas habilidades. Contar nos dedos é algo que pode realmente atrasar o aluno, já que eles também têm mais probabilidade de ficar confusos e se perderem na resolução do problema. Considerando isso, neste tipo de teste a criança recebe problemas de computação matemática. (Estes são semelhantes aos problemas no teste de computação, mas mais fáceis.) Ela deve conseguir resolver o máximo de questões possíveis dentro de um período de tempo determinado.


· Computação mental: Esse teste mede a capacidade da criança de resolver problemas matemáticos de cabeça. Por isso, também é conhecido como matemática mental.


· Raciocínio quantitativo: Nesse tipo de teste as crianças precisam usar o raciocínio para resolver problemas matemáticos com enunciados.


Por fim, destacamos que as pesquisas sobre discalculia ainda estão em desenvolvimento e as escolas precisam se conscientizar da necessidade de maiores recursos para professores, pais e crianças com discalculia.

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