5 mitos sobre a Dislexia

Atualizado: 28 de Jun de 2019

Embora hoje em dia a dislexia já não seja um transtorno tão desconhecido, afinal de contas, a ciência fez consideráveis e importantes avanços em seu entendimento, ainda existem muitos mitos que pairam sobre esse problema de aprendizado e a disseminação deles dificulta a vida de muitos disléxicos e seus familiares.


A seguir vamos falar sobre as principais mentiras e mitos relacionados a dislexia.


Mito 1: A dislexia não existe.


Algumas pessoas simplesmente acreditam eu dislexia não existe. Para elas, os problemas enfrentados por disléxicos poderiam ser resolvidos com um pouco mais de esforço, com mais atenção dos pais, com professores mais didáticos, com menos distrações. Mas a verdade é que a dislexia é que, entre as condições que afetam o aprendizado de crianças a dislexia é uma das mais pesquisadas. Esses muitos estudos nos mostram que a dislexia tem bases genéticas e está claramente relacionada às diferenças neurofisiológicas na função cerebral.


Mito 2: As dificuldades de aprendizagem estão correlacionadas com o QI.



Esse mito é um dos mais prejudiciais. A dislexia não está relacionada à inteligência. De fato, um dos sinais marcantes de que uma criança pode ter dislexia é que existe uma discrepância entre sua inteligência (acima da média) e suas velocidades de processamento e desempenho acadêmico. Infelizmente, muitas crianças com dislexia não diagnosticada crescem pensando que são burras - uma crença falsa que as afeta pelo resto de suas vidas.


Mito 3: Ler e escrever letras para ao contrário é o principal sinal de dislexia.


Em primeiro lugar, não é possível simplesmente afirmar que uma criança tem dislexia considerando um fator simples e isolado. Além disso, a verdade nessa história é que algumas crianças com dislexia escrevem letras para trás e outras não. Então, a inversão de letras não é necessariamente um sinal de que a criança de fato seja disléxica.


Crianças pequenas geralmente invertem as letras. Não é incomum vê-los confundir b e d ou escrever p ao invés de q. Agora se o seu filho ainda assim o fizer até o começo do ensino fundamental 1, isso pode indicar a necessidade de uma avaliação.


Mito 4: A dislexia não aparece até o ensino fundamental.


Muitos acreditam que os sinais de dislexia não aparecem logo no começo do desenvolvimento da criança, mas a verdade é que os primeiros indícios podem surgir ainda na pré-escola, ou até mais cedo. Isso porque a dislexia pode afetar as habilidades de linguagem que são habilidades essenciais para a leitura. Alguns sinais de que a criança pode estar em risco de dislexia incluem dificuldade em rimar ou o desenvolvimento tardio da fala da criança.


Mito 5: Crianças com dislexia só precisam se esforçar mais para ler.


As pesquisas mostram que o cérebro de crianças com dislexia funciona de forma diferente do de crianças não disléxicas. Eles também nos mostram que o costume de leitura pode mudar o cérebro ao longo do tempo. Mas no fim das contas o esforço não é um fator a ser considerado.


É o tipo de instrução que faz a diferença, não o quanto as crianças tentam. Através de boas práticas as crianças com dislexia podem de fato avançar em suas habilidades de leitura.


Existe, por sinal, uma série de programas de leitura que são projetados para pessoas que possuem dificuldade de leitura. A maioria deles usam a chamada abordagem multissensorial, que usa a visão, som e toque como caminhos para a aprendizagem.


Cada um desses mitos, assim como vários outros que existem ao redor de dificuldades de aprendizagem e distúrbios neurológicos, são prejudiciais, eles atrapalham tanto a pessoa com a condição, quanto aqueles que vivem ao seu redor. Por isso, é importante conhecê-los e trabalhar de modo a desconstruí-los.

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