A atuação do psicopedagogo hospitalar




Originada da necessidade de atender crianças que sofrem com distúrbios no processo de aprendizagem, a Psicopedagogia é uma das áreas mais interessantes dentro da educação atualmente, principalmente do ponto de vista da atuação. Para os especializados em Psicopedagogia os caminhos são variados. Além de poderem trabalhar no campo institucional, ou seja, dentro das escolas, no campo clínico, em empresas, além esses profissionais podem ainda atuar como Psicopedagogo Hospitalar.


Não sabia dessa possibilidade? Fique tranquilo, a Psicopedagogia Hospitalar mesmo sendo um caminho menos usual, principalmente no Brasil, mas é também um desdobramento profissional muito interessante.


Nesse texto vamos falar um pouco sobre a atuação do Psicopedagogo Hospitalar, continue lendo e fique por dentro dessa área.


Qual o papel prático do Psicopedagogo?


Nosso ponto de partida para entender a atuação Psicopedagogia na área Hospitalar é o modo como o objetivo da Psicopedagogia é entender o processo de aprendizagem e seu desenvolvimento normal e patológico, considerando nessa tarefa os aspectos afetivos, sociais e cognitivos que estão envolvidos no como aprendemos.


Sendo assim, existem dois enfoques da Psicopedagogia. O primeiro deles é o enfoque preventivo que se ocupa do acompanhamento para prevenir o desenvolvimento de dificuldades no processo de aprendizagem. E o segundo enfoque, o terapêutico, tem como papel o tratamento de transtornos de aprendizagem, ele envolve a identificação, análise e elaboração de uma metodologia de diagnóstico e tratamento das dificuldades de aprendizagem.


Isto posto, partimos para o ponto de vista da prática. Já que além de trabalhar em clínicas, escolas e até mesmo em empresas, o Psicopedagogo também pode atuar em hospitais, esse trabalho pode ser realizado tanto em serviços psicológicos, psiquiátricos e neurológicos, quanto em serviços hospitalares gerais.


O que é Psicopedagogia Hospitalar?


Embora seja uma prática bastante desenvolvida em países como Argentina, Estados Unidos e Canadá, a Psicopedagogia Hospitalar ainda é relativamente nova no Brasil.


A atuação do Psicopedagogo no hospital acontece através da implementação de um serviço ambulatorial de Psicopedagogia, esse serviço tem como objetivo avaliar a atender crianças e adolescentes no ambiente hospitalar, e ainda assessorar os profissionais de saúde.


Grandes centros de pesquisa médica, como o Ambulatório de Distúrbios de Aprendizagem, vinculado ao Departamento de Neurologia da UNICAMP, por exemplo, recebem crianças e adolescentes que são encaminhados ao hospital e possuem em sua equipe a figura do Psicopedagogo para tratar os problemas de aprendizagem.


Além disso, é preciso pontuar que a inserção do apoio educacional psicopedagógico dentro do ambiente hospitalar, focado no paciente que está internado, ajuda a garantir uma melhor recuperação, tirando o foco da criança ou adolescente de questões como a preocupação com sua doença, tratamento e o tempo que ele terá que passar no hospital.


Dessa forma, o trabalho do psicopedagogo hospitalar envolve tanto o trabalho ambulatorial, quando o acompanhamento de pacientes internos.

No entanto, existe uma diferença na prática nesses dois casos.


Como funciona a Psicopedagogia Hospitalar?


Pensemos no seguinte exemplo: uma criança é atendida em um ambulatório com queixas de problemas de aprendizagem, e então é encaminhada para um núcleo especializado em dificuldades do aprendizado e passa a ser acompanhada por uma equipe formada por neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos.


Quando o Psicopedagogo Hospitalar está em outro contexto, que é aquele que lida com os pacientes hospitalizados, a prática muda. O foco do trabalho está nas crianças e adolescentes com patologias crônicas, já que os casos de doenças agudas possuem tratamento breve e pouco tempo de hospitalização.


Por outro lado, as crianças e adolescentes que lidam com doenças crônicas vão passar muito tempo de suas vidas dentro de hospitais e esse ambiente precisa ser considerado em seu desenvolvendo, sendo assim, porque não em sua aprendizagem?


O tempo que uma criança ou adolescente doente passa no hospital pode gerar insegurança, estresse e até mesmo traumas. O afastamento dessa criança do ambiente familiar, dos amigos, da escola pode gerar reações tanto cognitivas quanto psicossociais. Nesse contexto, o papel do Psicopedagogo Hospitalar é fundamental, caberá a ele conversar com esses pacientes, ajudar com suas inseguranças, focando nas questões cognitivas e psicossociais. O profissional deve ainda entrar em contato com a escola do paciente, e estabelecer uma ligação entre escola e hospital, ajudando assim o paciente a manter o seu processo de aprendizagem.

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