Como fazer intervenção psicopedagógica para ajudar crianças com o diagnóstico de TEA?

Atualizado: 6 de Abr de 2019


Processos de intervenção são percursos de terapia que especialistas constroem visando desenvolver aspectos que fundamentam a autonomia de seus pacientes. Pensando especificamente em distúrbios de aprendizagem ou que, de alguma forma, interferem nos processos cognitivos, esses percursos de tratamento se tornam extremamente necessários.


Neste artigo vamos falar sobre como o uso da Psicopedagogia, enquanto terapia interventiva, pode ajudar crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista).


O que é autismo?

A Associação Internacional de Transtornos Mentais (American Psychiatric Association) classifica o autismo como um espectro de deficiências básicas em duas dimensões de desenvolvimento: comunicação e interação social e áreas comportamentais.


As limitações envolvem déficits na aprendizagem de comportamentos flexíveis e adaptados, o que permite que a resposta social seja especificada em diferentes situações do cotidiano, ou seja, a ação individual no contexto social é equivocada ou limitada e existe um alto risco de exclusão social na interação social com os pares. E mesmo quando tipos comportamentais são aprendidos, o ajuste das respostas aos requisitos do parceiro também pode ser limitado.


Essas pontuações são necessárias para que possamos falar um pouco das contribuições da Psicopedagogia na hora de determinar percursos de intervenção para crianças no espectro autista.


Autismo e Psicopedagogia

Antes de mais nada, cabe pontuar que por ser área que tem como objeto de estudo a relação da criança com a aprendizagem, a Psicopedagogia permite abordagens privilegiadas que envolvem aspectos psicológicos, pedagógicos, cognitivos e afetivos da relação de aprendizagem das crianças.

Além disso, a natureza investigativa do campo psicopedagógico determina uma observação profunda e prévia das caracterizações do TEA, o que favorece a realização de processos de intervenção que mais eficazes. Para pessoas com TEA, a Psicopedagogia é de extrema relevância. A adoção ou não de um percurso de intervenção psicopedagógico pode fazer toda a diferença para uma pessoa que vive com autismo.


Pensando em processos de intervenção caso a caso

No entanto, é interessante pontuar que devido a característica de ampla manifestação do transtorno do Espectro Autista, o trabalho com pessoas com TEA requer que cada percurso de intervenção seja pensado especificamente para as limitações de cada sujeito.


Vamos pensar em termos práticos, se um adolescente com TEA tem boa capacidade de compreensão, mas não desenvolveu bem as técnicas comunicativas, é óbvio que o foco do percurso de intervenção deva ser o trabalho dessas técnicas, olhando, claro, para o estágio de desenvolvimento desse adolescente com relação a suas capacidades comunicacionais.


Sendo assim, caso de autismo precisa ser abordado de uma forma individualizada, só assim as intervenções serão capazes de desenvolver os pontos-chave corretos por indivíduo.

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