Você sabe identificar uma criança com TDAH?



O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno comportamental que inclui sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade.


Pessoas com TDAH podem ter dificuldade em prestar atenção, controlar comportamentos impulsivos (podem agir sem pensar sobre qual será o resultado) ou ser excessivamente ativo. Neste texto, vamos falar sobre os sintomas, tratamento e a vida com o TDAH, já que, embora não possa ser curado, pode ser gerenciado com sucesso e alguns sintomas podem melhorar à medida que a criança envelhece.


Quando aparecem os primeiros sintomas?


É importante pontuar que os primeiros sintomas de TDAH tendem a ser notados em uma idade precoce e podem se tornar mais visíveis quando as circunstâncias das crianças mudam. Um exemplo é o momento de introdução das crianças no contexto escolar. Justamente por isso, a maioria dos casos é diagnosticada quando as crianças têm entre 6 e 12 anos de idade.


Os sintomas do TDAH geralmente melhoram com a idade, mas muitos adultos que foram diagnosticados com a doença em uma idade jovem continuam a ter problemas. Além disso, é comum que pessoas com TDAH também tenham problemas adicionais, como distúrbios do sono e ansiedade. No decorrer deste texto, falaremos mais sobre as doenças que se relacionam com o TDAH.


Quando procurar ajuda?


Antes de qualquer coisa, é preciso pontuar que muitas crianças passam por fases em que estão inquietas ou desatentas. Isso é muitas vezes completamente normal e não significa necessariamente que eles têm TDAH.


No entanto, você, pai ou professor, deve considerar ajuda especializada ao notar que o comportamento da criança pode ser diferente da maioria das crianças de sua idade.


O que causa o TDAH?


O TDAH é uma síndrome altamente genética, baseada no cérebro, que tem a ver com a regulação de um determinado conjunto de funções cerebrais e comportamentos relacionados.


Essas operações cerebrais são coletivamente chamadas de “habilidades de funcionamento executivo” e incluem funções importantes como atenção, concentração, memória, motivação e esforço, aprendendo com os erros, impulsividade, hiperatividade, organização e habilidades sociais. Existem vários fatores que contribuem para esses desafios, incluindo diferenças químicas e estruturais no cérebro e na genética.


Várias pesquisas realizadas nos cérebros de pessoas com TDAH mostram diferenças entre os mesmos e os cérebros de pessoas sem a condição.


Outros fatores sugeridos como potencialmente relacionados ao desenvolvimento do TDAH são:


● Nascimento prematuro (antes da 37ª semana de gravidez);

● Ter um baixo peso ao nascer;

● Fumo, abuso de álcool ou drogas durante a gravidez;

● O TDAH pode ocorrer em pessoas de qualquer habilidade intelectual, embora seja mais comum em pessoas com dificuldades de aprendizagem.


Como o TDAH é tratado?


Embora não haja cura para o TDAH, ele pode ser gerenciado com o oferecimento do apoio educacional apropriado à pessoa com o transtorno, e até mesmo medição, se necessário. Além disso, muitos dos cursos de acompanhamento oferecem ainda aconselhamento e apoio para pais das crianças.


Acredita-se que o tratamento mais eficaz para o TDAH seja uma combinação de medicação e terapia. A medicação serve para gerenciar funções e sintomas baseados no cérebro, e a terapia aborda pensamentos diários, comportamentos e estratégias de enfrentamento.


A terapia tem o objetivo de enfocar a identificação de barreiras internas e externas aos comportamentos adaptativos de enfrentamento e trabalham para desenvolver novas ações e habilidades viáveis ​​no momento presente.


Além de desenvolver novas habilidades e estratégias de enfrentamento, é sempre útil processar os efeitos emocionais e interpessoais do TDAH, pois, a maioria das pessoas com o diagnóstico experimenta sentimentos de vergonha, culpa, fracasso e estresse crônico ou sobrecarga. Programas de terapia em grupo e grupos de apoio de pares são imensamente úteis nesse sentido. Simplesmente não há substituto para estar perto de outras pessoas que "entendem" aquilo que você está sentindo.


Também é importante lembrar que o TDAH esse diagnóstico também vai afetar as pessoas ao redor, por isso a psicoeducação sobre o que significa viver com TDAH pode ser extremamente útil.

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